
Experiências em Relacionamentos Próximos (ECR)
A escala de Experiências em Relacionamentos Próximos (ECR) é um instrumento de autoavaliação validado de 36 itens, utilizado para avaliar os estilos de apego em adultos ao longo de duas dimensões primárias: ansiedade ligada ao apego e evitação ligada ao apego.
Para quem é este teste?
A escala ECR foi concebida para adultos que desejam compreender os seus padrões de relacionamento e a dinâmica emocional com parceiros românticos.
- Adultos que procuram compreender os seus padrões recorrentes de relacionamento
- Casais que desejam perceber como os seus estilos de apego interagem
- Indivíduos que procuram melhorar a sua intimidade emocional e comunicação
- Qualquer pessoa interessada nas bases psicológicas da ligação entre adultos
As seguintes afirmações referem-se à forma como se sente em relacionamentos românticos. Estamos interessados na forma como vivencia geralmente os relacionamentos, e não apenas no que está a acontecer num relacionamento atual. Responda a cada afirmação indicando o quanto concorda ou discorda dela.
Prefiro não mostrar a um parceiro como me sinto no fundo.
Preocupo-me em ser abandonado(a).
Sinto-me muito à vontade em estar próximo(a) de parceiros românticos.
Preocupo-me muito com os meus relacionamentos.
Assim que o meu parceiro começa a aproximar-se de mim, dou por mim a afastar-me.
Preocupo-me que os parceiros românticos não se importem comigo tanto quanto eu me importo com eles.
Fico desconfortável quando um parceiro romântico quer estar muito próximo.
Preocupo-me bastante em perder o meu parceiro.
Não me sinto à vontade para me abrir com parceiros românticos.
Frequentemente desejo que os sentimentos do meu parceiro por mim fossem tão fortes quanto os meus sentimentos por ele(a).
Quero aproximar-me do meu parceiro, mas continuo a recuar.
Muitas vezes quero fundir-me completamente com os parceiros românticos, e isso às vezes afasta-os.
Fico nervoso(a) quando os parceiros se aproximam demasiado de mim.
Preocupo-me em ficar sozinho(a).
Sinto-me à vontade para partilhar os meus pensamentos e sentimentos privados com o meu parceiro.
O meu desejo de estar muito próximo às vezes afasta as pessoas.
Tento evitar aproximar-me demasiado do meu parceiro.
Preciso de muita reafirmação de que sou amado(a) pelo meu parceiro.
Acho relativamente fácil aproximar-me do meu parceiro.
Às vezes sinto que forço os meus parceiros a mostrar mais sentimentos, mais compromisso.
Acho difícil permitir-me depender de parceiros românticos.
Não me preocupo com frequência em ser abandonado(a).
Prefiro não estar muito próximo(a) de parceiros românticos.
Se não consigo que o meu parceiro mostre interesse em mim, fico chateado(a) ou zangado(a).
Conto quase tudo ao meu parceiro.
Sinto que o meu parceiro (ou parceiros) não quer estar tão próximo quanto eu gostaria.
Costumo discutir os meus problemas e preocupações com o meu parceiro.
Quando não estou num relacionamento, sinto-me um pouco ansioso(a) e inseguro(a).
Sinto-me à vontade em depender de parceiros românticos.
Fico frustrado(a) quando o meu parceiro não está presente tanto quanto eu gostaria.
Não me importo de pedir conforto, conselhos ou ajuda a parceiros românticos.
Fico frustrado(a) se os parceiros românticos não estão disponíveis quando preciso deles.
Ajuda recorrer ao meu parceiro romântico em momentos de necessidade.
Quando os parceiros românticos me desaprovam, sinto-me realmente mal comigo mesmo(a).
Recorro ao meu parceiro para muitas coisas, incluindo conforto e reafirmação.
Ressinto-me quando o meu parceiro passa tempo longe de mim.
Bom Saber

Os Estilos de Apego são Fluidos
Embora formado cedo, o seu estilo de apego não é um rótulo fixo. Através da 'segurança adquirida' - um trabalho consistente de autoconhecimento e relacionamentos saudáveis - pode evoluir para um estilo mais seguro ao longo do tempo. Compreender o seu ponto de partida é o primeiro passo para a mudança.

A Dança da Ansiedade-Evitação
Muitos conflitos surgem quando a necessidade de proximidade de um parceiro (ansiedade) desencadeia a necessidade de espaço do outro (evitação). Reconhecer este ciclo permite-lhe abordar os medos subjacentes em vez de apenas o comportamento superficial. A comunicação é a ponte que atravessa esta lacuna.

A Autorregulação é Fundamental
Quando o seu sistema de apego é ativado, a resposta ao stress do seu corpo assume o controlo. Aprender a confortar-se através da respiração ou do grounding ajuda-o(a) a responder a partir de um lugar de calma, em vez de reagir a partir de feridas antigas. Um sistema nervoso regulado leva a uma comunicação mais clara.
Compreender os Estilos de Apego
A teoria do apego, desenvolvida originalmente por John Bowlby e Mary Ainsworth, explica como as nossas primeiras experiências com os cuidadores moldam as nossas expectativas e comportamentos nos relacionamentos adultos. A escala de Experiências em Relacionamentos Próximos (ECR), desenvolvida por Brennan, Clark e Shaver em 1998, é o padrão de excelência para medir estes padrões em adultos.
O teste mede duas dimensões principais: Ansiedade de Apego (medo de rejeição e abandono) e Evitação de Apego (desconforto com a intimidade e a dependência). Ao traçar as suas pontuações nestes dois eixos, podemos identificar qual dos quatro estilos de apego principais descreve melhor os seus padrões relacionais atuais.
É importante saber que os estilos de apego não são 'rótulos' fixos para a vida toda. Embora estejam enraizados na história precoce, muitas pessoas desenvolvem 'segurança adquirida' através do autoconhecimento, terapia e experiências em relacionamentos saudáveis e estáveis. O seu estilo também pode variar ligeiramente dependendo dos próprios padrões de apego do seu parceiro.
Compreender o seu estilo de apego fornece um roteiro poderoso para o crescimento pessoal. Permite-lhe reconhecer as suas reações automáticas ao stress relacional e escolher formas mais saudáveis de comunicar as suas necessidades e gerir as suas emoções.
Perguntas Frequentes
O meu estilo de apego pode mudar?
Sim. Os estilos de apego são relativamente estáveis, mas plásticos. Através de um processo chamado 'segurança adquirida', indivíduos com estilos inseguros podem tornar-se mais seguros através do trabalho pessoal, terapia e de relacionamentos saudáveis de longo prazo. Geralmente requer esforço e tempo consistentes.
Como é que estes estilos afetam a minha escolha de parceiros?
Muitas vezes procuramos inconscientemente parceiros que confirmem os nossos modelos internos de relacionamento. Por exemplo, pessoas com apego ansioso sentem-se frequentemente atraídas por parceiros evitantes, o que cria um ciclo onde a necessidade de proximidade de um desencadeia a necessidade de espaço do outro, reforçando as inseguranças de ambos.
Existe um estilo 'melhor' do que os outros?
O apego seguro está associado à maior satisfação nos relacionamentos e ao bem-estar mental. No entanto, os estilos inseguros (Ansioso, Desapegado, Amedrontado) não são 'maus' - foram muitas vezes estratégias adaptativas de sobrevivência desenvolvidas na infância para lidar com ambientes específicos. O objetivo é avançar em direção à segurança.
Posso ter estilos diferentes com pessoas diferentes?
Sim. Embora tenhamos um estilo de apego 'global' geral, o nosso estilo específico pode ser ativado de forma diferente dependendo da pessoa. Um parceiro que seja muito seguro pode fazer uma pessoa ansiosa sentir-se mais segura, enquanto um parceiro muito evitante pode desencadear mais ansiedade.
O que é a 'segurança adquirida'?
A segurança adquirida é o processo pelo qual alguém com um historial de apego inseguro desenvolve um estilo de apego seguro enquanto adulto. Isto acontece ao dar sentido ao próprio passado, desenvolvendo mecanismos saudáveis de enfrentamento e vivenciando um apoio fiável e consistente em relacionamentos adultos.
Mais Testes
Esta autovaliação é uma ferramenta de triagem, não um instrumento de diagnóstico. Ela não pode substituir uma avaliação profissional por um provedor de saúde mental qualificado. Se você estiver sentindo sofrimento significativo ou se seus sintomas estiverem afetando sua vida diária, procure ajuda de um profissional de saúde. Se você estiver em crise, entre em contato com os serviços de emergência ou uma linha de apoio.


